"Largaram-me a mil metros do chão
Largaram-me porque me agarrei numa alucinação de vida que me enchia o coração
e que agora vejo perdida
num cair que já não sei"
Toranja - Lados Errados
Quando penso que já saiste da minha vida e não fazes mais parte de mim, voltas a dar um ar da tua graça...
Saudade... Não há nenhuma outra palavra no mundo, em nenhuma outra língua que queira dizer exactamente isto: saudade.
Passaram dez meses sem ti, Pai. Dez meses em que chego a casa e não tenho com quem partilhar o meu dia. Dez meses em que não rio nem brinco como se fosse outra vez criança. Dez meses de dor e angústia por não ouvir a tua voz, os teus conselhos. Dez meses em que não vejo a tua força e vontade em agarrares-te à vida. Dez meses sem ti, Pai.
Não é a mesma coisa sem a tua presença e nada vai voltar a ser normal, porque faltarás sempre tu, a peça mais importante para que eu consiga funcionar bem. E não há conselhos, terapias, medicamentos que ajudem a suprimir a dor. Resta-me o consolo de que estás algures por aí a olhar por mim e que um dia eu consiga sentir-me bem, realmente bem e volte a ser a Mónica que tu conhecias e da qual te orgulhavas. É por ti que me levanto a cada dia, ergo a cabeça e luto para enfrentar a rotina. Deixaste comigo o melhor de ti e essa foi a melhor prenda que alguma vez eu poderia receber.
O DN dá hoje conta de uma empresa, a GenoMed, que é a única no país a fazer testes de ancestralidade, ou seja, testes que permitam descobrir as nossas origens.
"Já pensou em descobrir as suas origens? Se o seu pai é descendente direto dos primeiros homens a habitar a Península Ibérica, há 20 mil anos, ou se a sua mãe pertencia aos povos que, há nove mil, descobriram a agricultura no Próximo Oriente? A GenoMed, o único laboratório a fazer testes de ancestralidade em Portugal, pode responder-lhe."
in DN online
Quantas vezes não vos passou pela cabeça que seria muito interessante descobrir as nossas verdadeiras origens? E não falo de fazer uma simples árvore genealógica, daquelas manhosas que se fazem na escola primária, com fotografias e tudo rococó. Saber bem a fundo, bem lá atrás no passado... Eu já pensei nisto várias vezes e parece que agora com esta empresa é possível. Porém palpita-me que isto só serviu mesmo para me aguçar a curiosidade, porque não deve ser propriamente uma coisa barata... Mas e daí? Às tantas até tenho sangue azul... É que a minha diz com frequência que eu pareço ter nascido em berço real.
Se estiver por aí alguém da GenoMed a ler este post, se me quiserem usar como cobaia para comprovar o vosso trabalho, eu estou completamente disponível :) Ó p'ra mim aqui de bracinho no ar toda entusiasmada :)
Acho estas palavras bastante sensatas e caracterizadoras de uma realidade que muitos de nós, demasiados até, conhecemos.
Sermos dispensados como se fôssemos uma simples folha de papel que vai para o lixo, apenas e exclusivamente por razões económicas é frustrante, porque mesmo não sendo o teu trabalho, o teu profissionalismo, o teu talento que está em causa, acabas sempre por germinar uma pequena dúvida acerca de ti próprio: será que o defeito é meu? E não, não é. E hoje eu compreendo isto. Compreendo que cometo erros, que tenho muito que aprender, mas também tenho a humildade de assumir que sou boa naquilo que faço e é o empregador quem fica a perder.
Já passei por alguns locais de trabalho na área da comunicação, quer enquanto jornalista, quer enquanto assessora, mas sempre a prazo. E no final há lágrimas, e gritos de guerra quanto à injustiça, mas é assim a realidade empresarial de hoje. Quem está no topo não quer saber de quem está cá em baixo e luta para que o projecto resulte e tenha sucesso. Somos mais um € ao invés de pessoas. Além disso, a crise é a desculpa, esfarrapada, para tudo! Estão em lay off? É a crise. Foi despedido? É a crise. Têm salários em atraso? É a crise. A crise, a crise, a crise... É um excelente bode expiatório para decisões rápidas é certo, mas nada justas nem racionais.
Vai ser um Natal diferente, que, a bem dizer, nem parece Natal... Esta costumava ser uma das minhas épocas preferidas do ano, andava sempre animada e inundada de espírito natalício. Desta vez, nem por isso. Só queria que passasse rápido e que quando eu desse por ela, já era 2012.
O meu pai adorava o Natal e andava sempre muito alegre, vestia-se de Pai Natal cá em casa, usava barretes vermelhos, com pompom branco, quando ia visitar os amigos e família e ninguém achava estranho nem ridículo, porque o meu pai era assim: divertido, marcante e único.
Apesar do tom depressivo, nem tudo é mau, porque finalmente fui operada aos olhos e como correu tudo lindamente e a recuperação está a ser boa, parece-me que é bye bye bye glasses, for good! Parece incrível como uma cirurgia de minutos, que não custa quase nada. Há duas partes um pouco assustadoras: quando colocam um aparelho qualquer no olho que faz imensa pressão; e quando o laser é ligado, porque além, do cheiro a carne de porco queimado - true story - fica-se dois ou três segundos em plena escuridão. De resto, foi levantar o cuzinho da maca e já conseguir distinguir os tracinhos do relógio analógico, ao invés de ver um conjunto de manchas pretas, num fundo branco :) Claro que isto correu p'ra cima de espectacular, porque estava drunfada até à pontinha dos dedos dos pés, mas isto agora não interessa para nada :p
Beijinhos para todos e tenham um Grande e Feliz Natal!
Your work is going to fill a large part of your life, and the only way to be truly satisfied is to...love what you do. Your time is limited. Don't waste it living someone else's life.
"Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."