Já não há vestígios de Natal cá em casa.
Foi-se o pinheiro, o presépio, o boneco de neve que, a bem da verdade, passava mais tempo no chão, que a mostrar as suas belas curvas.
Foram-se as fitas, as velinhas e os candelabros.
Os presentes foram quem deixou mais saudade. Poucas coisas me dão tanta alegria e sensação de verdadeiro espírito natalício como olhar para a árvore de Natal, ver as luzes a piscar e as prendas a envaidecerem-se com o papel de embrulho brilhante e os seus laçarotes voluptuosos.
Entretanto, veio a passagem de ano e com ela a formulação de novos objectivos, em teoria. Na prática nada foi estabelecido, devido a circunstâncias tristes, mas que, infelizmente, fazem parte da vida.
E por muito que goste do Natal, este ano tudo me soube a agridoce, não sei muito bem explicar porquê... Não andava naquela agitação frenética com a troca de presentes, nem tinha grande paciência para andar às compras, coisa que eu adoro. Se não fossem os meus pais, acho que dormia toda a noite e só abria os presentes na manhã de Natal. Não sei porquê. Alguma coisa mudou em mim. Não sei bem o quê. Por isso, ainda bem que já não há vestígio de Natal cá em casa, porque já andava com vontade de pegar fogo ao pinheirinho de cada vez que olhava para ele... Espero que no próximo ano as coisas sejam diferentes. Não me quero tornar numa daquelas pessoas amarguradas que descarrega no Natal a frustração das desilusões do ano que está quase a terminar.

3 comentários:
Então ... até p'ró ano, Natal.
Inté :)
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